Palácio Cruz e Sousa

O Palácio Cruz e Sousa, antigo Palácio Rosado, é a sede do Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC) desde 1986, e está localizado no Centro de Florianópolis, no estado de Santa Catarina, em frente à principal praça da cidade, a Praça XV de Novembro, tendo servido como Palácio do Governo do Estado.

A história

Em meados do século XVIII, época em que foi criada a Capitania de Santa Catarina e nomeado seu primeiro governador, o brigadeiro José da Silva Paes, foi também construído junto à praça da Vila de Desterro um prédio de três seções e dois pavimentos para ser a nova “Casa de Governo”. Durante mais de um século, o palácio passou por diversas modificações, até que na mudança republicana uma grande reforma (1894–1898) foi realizada, adquirindo as características arquitetônicas preservadas até o presente.

Nele nasceram figuras ilustres, como o historiador Afonso d’Escragnolle Taunay, filho do Visconde de Taunay, ex-presidente da província (1876 — 1877), e o ex-governador Aderbal Ramos da Silva (1947 — 1951). Além dos bailes ali realizados e outras solenidades, o palácio recebeu visitas ilustres, como D. Pedro I em (1826) e D. Pedro II em (1845 e 1865).

O palácio foi palco de episódio dramático em função da Revolução Federalista quando, em 1891, foi tomado de assalto por revolucionários que se colocaram contra a política de Floriano Peixoto em Santa Catarina, o vice-presidente em exercício na época. Em frente ao palácio ocorreu uma grande manifestação contra o regime militar em 1979, que ficou conhecido como Novembrada.

Francisco Luiz da Gama Roza. Busto em bronze esculpido por C. Lima em 1918.

A arquitetura Entre 1894 e 1898, no governo de Hercílio Luz, o prédio foi reformado, perdendo, a partir de então, as características coloniais originais e assumindo linguagem eclética, repleta de elementos decorativos. Dez estátuas alegóricas esculpidas pelo artista italiano Gabriel Sielva ornamentam a parte externa do prédio, coroando as platibandas. Entre elas, a padroeira do estado, Santa Catarina; a ninfa evocativa dos mares, Anfitrite; e o deus mitológico Mercúrio, compondo com duas barricas, alegoria alusiva ao comércio e à indústria catarinenses, respectivamente, sendo o último localizado no alto da fachada lateral, à direita.

Os ladrilhos da calçada à frente do palácio foram importados e assentados no ano de 1910. Dentro do palácio destaca-se a majestosa escadaria, com sua balaustrada e balcões em mármore de Carrara, peças trabalhadas na Itália. Estátuas em bronze de cavaleiros medievais e um belo vitral art-nouveau enriquecem a decoração. No teto, acima da escadaria, há uma homenagem aos municípios mais antigos da Província de Santa Catarina: florões com os nomes de Palhoça, São José e Santo Amaro da Imperatriz.

O palácio, tombado pelo estado e pelo município, deixou de sediar o gabinete do governador do estado em 1984. O tombamento aconteceu sob o Decreto nº 21.326 de 26 de janeiro de 1984. Foi restaurado em 1977, em 1984 e 2005.[2] Em 1979, passou a ser denominado Palácio Cruz e Sousa, em homenagem ao grande poeta catarinense Cruz e Sousa.

O Palácio Cruz e Sousa abriga o Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC) desde 1986.

Atual sede do Museu Histórico de Santa Catarina, o Palácio Cruz e Sousa é exemplo da arquitetura eclética do fim do século 19: uma mistura de estilos que vai do barroco ao neoclássico. Os traços atuais foram implantados depois de uma grande reforma realizada nos primeiros anos da República. É tombado pelo patrimônio histórico estadual. Uma sala no Palácio guarda os restos mortais do grande poeta catarinense João da Cruz e Sousa, principal nome do Simbolismo brasileiro, que nasceu na antiga Desterro em 1861. João empresta seu nome ao prédio que abrigou a sede do governo do Estado desde os tempos coloniais até 1984.

O acervo do museu é composto por móveis e objetos de época. Os aposentos reproduzem a rotina de quem vivia ali, com sala de música, de jantar, quartos e outros ambientes que fizeram parte da agitada história política de Santa Catarina. Uma história repleta de conflitos, como a disputa a tiros pela posse do Palácio entre tropas federalistas e republicanas, em 1893. E, em 1979, durante uma visita do então presidente militar João Figueiredo, um protesto de estudantes em frente ao Palácio acabou se transformando num grande confronto, episódio conhecido como Novembrada, na primeira grande manifestação pública popular contra a ditadura no país.

Visitação

Horário de atendimento: segunda a sexta-feira das 10h às 18h. Sábado e domingo das 10h às 16h. Ingressos: Inteira: R$ 5. Meia: R$ 2. Mediante comprovação, para estudantes; menores de 18 anos; doadores de sangue registrados em hemocentros de Santa Catarina; professores exercendo docência nos níveis infantil, fundamental e médio. Entrada gratuita, mediante comprovação, para professores acompanhando a turma; crianças com idade inferior a 5 anos; pessoas com deficiência; maiores de 60 anos; guias turísticos. Aos domingos, a entrada é gratuita para todos.

Texto: pmf.sc.gov.br e Wikipédia

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